Audiências Públicas para o LOA 2019 possui as mesmas demandas de 20 anos

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Por admin julho 20, 2018 02:53

Audiências Públicas para o LOA 2019 possui as mesmas demandas de 20 anos

Solicitações das demandas para a região durante as Audiências Públicas revela que a região não conseguiu resolver os principais problemas de décadas passadas.

Moradia, saúde e a educação, foram as principais queixas da população durantes as Audiências Públicas realizadas nos dias 16 e 18 de julho, nas Prefeituras Regionais de Jabaquara e Cidade Ademar respectivamente. Para os moradores da região que usaram a “palavra” para expor suas ideias e expor os problemas da região, apontam que estas áreas não foram prioridade nos governos anteriores e continuam não sendo na atual gestão pela precariedade dos serviços.

Organizada pela Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo, as audiências públicas será realizada nas 32 Prefeituras Regionais para a discussão da Lei Orçamentária Anual de 2019 (LOA 2019). A reportagem do jornal O Bairro Cidade Ademar esteve nas duas audiências e acompanhou as principais reivindicações das pessoas presentes nestes encontros, formada basicamente por alguns líderes comunitários e por poucos moradores.

Ausência – No primeiro encontro, no dia 16 de julho, na Prefeitura Regional do Jabaquara, a audiência foi marcada pela ausência da prefeita regional Fátima Marques. “É uma vergonha a prefeita não estar presente. Era para ela prestar contas com a população. É uma falha”, comentou a moradora da região ‘Dona Terezinha’ .

De imediato, o chefe de gabinete da Prefeitura Regional Aguinaldo Firmino Junior, retrucou: “Eu como chefe de gabinete, estou representando a prefeita. Tudo está na agenda do município”, disse.

A moradora respondeu novamente: “Mas ainda sim é uma falha. Se ela não está aqui, está priorizando outro local. E não tem ninguém da Educação, Saúde e da Assistência Social. Estes líderes deveriam estar aqui nesta reunião, que, aliás, foi pouco divulgada. Falta vontade política de ter a população aqui dentro”, completou a moradora Dona Terezinha.

Os moradores ainda usaram a palavra para pedir melhorias na zeladoria do bairro; construção de mais creches; escolas de tempo integral e profissionalizante. Na área da Saúde, o ponto que foi alvo de criticas foi quanto à reforma do Hospital Municipal Doutor Arthur Ribeiro de Saboya; construção da UPA da Vila Guarani.

Na área da moradia, moradores criticaram o Projeto Água Espraiada, pois há muitas famílias não contempladas no programa e da canalização dos córregos na área da comunidade da Alba, e da rua R. Comendador Alfaia Rodrigues. A Vila Clara também foi citada por conta do córrego do Cordeiro que causa problemas naquela região.

Cidade Ademar: a demanda da LOA deve atender mais de 400 mil habitantes com pouco recursos

Se fosse município independente, a região da Cidade Ademar e Pedreira estariam entre as 20 mais populosas do Estado de São Paulo. Com mais de 400 mil habitantes, a região terá pouco recursos para muitas demandas, como ficou demonstrado na Audiência Pública do dia 18 de julho. As principais demandas foram às mesmas: educação, saúde e moradia.

De acordo com o morador Ricardo Gabriel, que usou a palavra para expor suas reinvindicações. Faltam moradias e a canalização do Córrego Zavuvus, na região da Vila Missionária. “Temos vários problemas, mas o de saneamento básico é importante para evitar doenças. Há anos espero por melhorias, mas quem sabe até 2030 conseguem resolver”, ironizou.

Os moradores ainda reivindicaram eco pontos, hospital, creches e um terminal de ônibus. De acordo com Erasmo Alves da Silva, morador da Vila Missionária, as mesmas solicitações e promessas são debatidos há mais de 20 anos. “Desde criança ouço as mesmas reinvindicações. Vimos outras regiões que eram mais atrasadas que a nossa e hoje estão mais desenvolvidas. A região precisa de um terminal, de uma UPA e de um hospital”, sugeriu.

A reinvindicação que abalou a todos foi da moradora Eliene Francisca Ramos, que possui uma filha de 9 anos, com necessidades especiais. Segundo ela, a garota só conseguiu uma escola com o auxilio da Justiça, pois não conseguiu na região. “Só fui conseguiu matriculá-la no Broocklin. É longe para quem mora no Jardim Miriam”, disse.

A moradora disse ainda que os remédios de alto custo, que sua filha toma não são encontrados na região. “Minha filha ficou dois meses sem tomar remédios por falta de médicos para atualizar a receita e quando consegui, fui até o local e não deu certo, pois não entenderam a letra do médico”, relatou.

Reivindicado moradia, a moradora Josefa Guedes, desabafou: “Há terrenos para a construção de casas populares e por conta disto, precisamos de uma política que atenda as necessidades populares de moradia. Na área da saúde, não temos especialistas, como um ginecologista, mesmo com tantos problemas de câncer no útero”, finalizou.

No final do encontro, a reportagem tentou falar com o prefeito regional Júlio Carreiro, mas ele preferiu não comentar as demandas da população naquela ocasião.

Veja as fotos dos eventos

Prefeito Regional Júlio Carreiro durante o encontro.

Audiência Pública na Cidade Ademar

Erasmo Alves, morador da região e suas reivindicações.

Eliene Francisca Ramos e suas reivindicações.

 

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